No primeiro semestre de 2025, 343,8 mil gaúchos pediram demissão de seus empregos, número que representa 42% dos 812 mil contratos com carteira assinada encerrados no período no Rio Grande do Sul. O dado mostra um crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2024, segundo levantamento da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS).
Pela primeira vez, os pedidos de desligamento voluntário superaram as demissões por iniciativa do empregador na primeira metade do ano. O fenômeno é mais frequente entre mulheres, jovens e profissionais com maior nível de escolaridade.
O setor de serviços lidera o número de pedidos de demissão, seguido por comércio e indústria. Apesar da saída recorde de trabalhadores por vontade própria, o mercado de trabalho gaúcho segue aquecido: a taxa de desemprego caiu para 4,3% no segundo trimestre — o menor nível desde o início da série histórica em 2012 — e o saldo de empregos formais no semestre foi positivo, com a criação de 76,3 mil novas vagas.



