O Rio Grande do Sul registrou no segundo trimestre de 2025 o menor índice de desemprego da série histórica. De acordo com levantamento do Departamento de Economia e Estatística (DEE), a taxa de desocupação caiu para 4,3%, enquanto o número de pessoas sem trabalho recuou cerca de 25,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que representa menos 91 mil gaúchos em busca de ocupação.
A desocupação de longo prazo também diminuiu, passando de 25,4% para 19,3%, e a taxa combinada de desocupados e subocupados por insuficiência de horas caiu de 9,4% para 7,3%.
Por outro lado, alguns indicadores permaneceram estáveis: a taxa de participação na força de trabalho ficou em 65,5%, e o nível de ocupação em 62,7%, praticamente sem variação em relação a 2024. O rendimento médio mensal real dos trabalhadores manteve-se em torno de R$ 3.794.
O destaque positivo veio da geração de empregos formais. Entre julho de 2024 e julho de 2025, o estado abriu 94 mil novas vagas, um crescimento de 3,3%, ligeiramente superior à média nacional, de 3,2%. Setores como serviços, construção civil, indústria, comércio varejista, saúde, serviços administrativos, alimentos e máquinas e equipamentos foram os que mais impulsionaram esse resultado.
As novas contratações favoreceram principalmente mulheres, que responderam por 58,7% das vagas criadas. Pessoas com ensino médio completo ou incompleto representaram 82,8% das admissões, enquanto jovens de até 24 anos responderam por 92,6% dos novos postos de trabalho.
O boletim também mostrou melhora na distribuição de renda. O coeficiente de Gini recuou de 0,4673 para 0,4461, colocando o Rio Grande do Sul entre os estados com menor desigualdade salarial do país.



