Entidades rurais do Rio Grande do Sul demonstram preocupação com o atraso na regulamentação da Medida Provisória 1.314/2025, que prevê apoio financeiro de R$ 12 bilhões para agricultores afetados por eventos climáticos. Até agora, não foram publicadas a resolução do Conselho Monetário Nacional nem a circular do BNDES, documentos necessários para que o mecanismo de renegociação de dívidas entre em vigor.
A Federação da Agricultura do Estado (Farsul), presidida por Gedeão Pereira, alerta que a demora impede os produtores de planejarem com segurança a próxima safra de verão. Segundo a entidade, o anúncio feito durante a Expointer ainda não gerou efeito prático, pois falta a regulamentação que garanta acesso aos recursos.
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag) também critica a morosidade. O presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, lembra que o pedido por apoio foi encaminhado ao Ministério da Fazenda em fevereiro, mas, sete meses depois, os agricultores continuam sem resposta. Para ele, a situação representa “descaso com os produtores” e pode comprometer o plantio da safra de verão.
Enquanto aguardam as normas oficiais, Farsul e Fetag orientam os agricultores a iniciar tratativas diretas com credores em busca de alternativas para renegociação de dívidas. As entidades reforçam a pressão sobre o governo federal para que a medida seja regulamentada com urgência.



