O mercado de arroz no Rio Grande do Sul segue praticamente parado, com pouca movimentação entre compradores e vendedores e liquidez bastante restrita. Produtores que têm estoques disponíveis relatam dificuldade para fechar negócios, enquanto muitos lotes permanecem parados nos armazéns.
Analistas apontam que a conjuntura atual — marcada por estoques elevados, demanda fraca e incertezas políticas e econômicas — contribui para esse cenário de retração. No interior, cooperativas e agroindústrias enfrentam receio em assumir novos estoques diante do risco de desvalorização.
Enquanto isso, os agricultores esperam estímulos ou intervenções que possam destravar o mercado. Alguns sugerem medidas como crédito para comercialização ou apoio governamental com compras institucionais para garantir escoamento.
Com a safra “em mãos” e pouca saída, muitos produtores reavaliam os custos logísticos de manutenção do estoque frente ao risco de queda adicional nos preços. A situação reforça a urgência de ações que promovam liquidez e maior equilíbrio entre oferta e demanda no setor arrozeiro.



