O setor agropecuário do Rio Grande do Sul recebeu com críticas a liberação de recursos anunciada pelo BNDES para apoiar a safra 2025/2026. O valor de R$ 12 bilhões foi autorizado por meio da Circular 103/2025, mas muitos produtores afirmam que a medida chega em momento demasiado tardio.
Segundo lideranças rurais, as decisões para a nova safra já estão em curso, e os plantios ocorrem de forma antecipada. Pela avaliação de sindicatos e da Fetag-RS, a demora compromete a capacidade dos agricultores de acessar crédito no momento oportuno, o que pode causar impactos sobre produtividade e estrutura produtiva.
O presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, criticou que os agricultores precisarão “plantar com tecnologia abaixo do ideal” por conta da morosidade no processo. Ele frisou que ajustes urgentes no sistema financeiro são indispensáveis para viabilizar o acesso aos recursos.
Representantes como o economista-chefe do Sistema Farsul, Antonio da Luz, apontam que o anúncio foi bem recebido, mas lembram que deveria ter sido antecipado meses antes — entre abril e maio — para atender às demandas do planejamento agrícola.
Com o cenário agravado pela sazonalidade do campo, a liberação tardia dos recursos coloca pressão sobre o setor rural gaúcho, que depende de financiamentos antecipados para custear insumos, preparo do solo e plantio de grãos.



