A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) voltou a alertar sobre a gravidade do endividamento dos produtores rurais no estado. Em reunião no Ministério da Fazenda, em Brasília, o presidente da entidade, Paulo Pires, cobrou medidas urgentes do Governo Federal para enfrentar a crise, que já compromete não apenas o setor agropecuário, mas também a economia gaúcha.
Paulo Pires ressaltou que o principal objetivo da audiência foi buscar soluções para o crescente endividamento dos produtores rurais do Rio Grande do Sul, consequência de anos consecutivos de adversidades climáticas. Segundo ele, os produtores enfrentaram três safras frustradas devido às estiagens nos anos de 2022, 2023 e 2025, além de 2024, marcado pelo excesso de chuvas. “São quatro eventos extremos, entre estiagens e enchentes, muito fortes nos últimos anos, que acabaram provocando um endividamento significativo por parte do produtor,” afirmou Pires. A entidade defende uma política específica de securitização das dívidas, semelhante à aplicada há 25 anos, além de linhas de crédito para recuperação e possível mudança de atividade produtiva.
Segundo a FecoAgro/RS, mais de 300 municípios estão em estado de emergência, e a falta de ação pode gerar impactos também sobre cooperativas, empresas e instituições financeiras ligadas ao agro no estado.
fonte: assessoria FecoAgro



