Importações de maçãs retornam a patamar de 1996 após colheita doméstica prejudicada

As importações de maçã no Brasil voltaram a níveis vistos há quase 30 anos, diante da queda expressiva na produção nacional causada por excesso de chuvas. A safra 2024/2025 registrou colheita de apenas 420 mil toneladas — cerca de 210 mil toneladas a menos que o desempenho potencial — empurrando o país a importar 235 mil toneladas da fruta, quantidade inédita desde 1996.

Estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que respondem por 96% da produção nacional, foram severamente afetados por eventos climáticos adversos nos últimos dois anos. Em 1996, o Brasil importou cerca de 325 mil toneladas de maçã — dado usado como parâmetro para comparação com o volume atual.

Moisés Lopes de Albuquerque, diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã, afirma que os dois estados têm produção equivalente e foram igualmente prejudicados. Ele sinaliza que, com a regularização climática esperada, a retomada de uma safra mais robusta é plausível nos próximos ciclos.

Enquanto isso, a elevação nas importações pressiona o mercado interno, prejudica a competitividade dos produtores nacionais e aumenta a dependência externa de uma fruta historicamente cultivada no país.

Se quiser, posso segmentar esse texto para um público regional gaúcho ou incluir estatísticas comparativas mais detalhadas.

plugins premium WordPress