O mercado brasileiro da soja registrou forte volatilidade nesta quinta-feira, impulsionado pelas movimentações comerciais entre China e Estados Unidos. O anúncio de que o governo chinês pode adquirir cerca de 12 milhões de toneladas de soja americana ainda em 2025 e até 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos provocou reações imediatas nas cotações internacionais.
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com entrega em novembro de 2025 encerraram o pregão em US$ 10,91¼ por bushel, alta de 11 centavos (1,01%). Já a posição para janeiro de 2026 subiu 13,25 centavos (1,21%), chegando a US$ 11,07¾ por bushel.
No mercado interno, os preços se mantiveram mistos. Em Passo Fundo (RS), a saca foi negociada a R$ 134,00; em Santa Rosa (RS), a R$ 135,00; enquanto em Rondonópolis (MT) houve leve recuo, de R$ 126,00 para R$ 125,50. A retração dos prêmios portuários limitou a alta internacional e refletiu o baixo volume de negociações no país, com pouca liquidez tanto na oferta quanto na demanda.
O movimento acende o alerta para produtores e exportadores brasileiros. Caso as compras chinesas de soja americana se concretizem nos volumes projetados, o Brasil poderá perder parte do espaço conquistado no mercado global, pressionando margens e ajustando os fluxos de exportação.



