Durante reunião entre a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e instituições financeiras que operam crédito rural no Estado, foi constatado que os recursos liberados pelo BNDES para renegociação de dívidas atendem, em média, apenas 20% das obrigações consideradas elegíveis.
O levantamento mostra que, embora a Medida Provisória 1314/2025 tenha destinado cerca de R$ 12 bilhões para todo o país, o montante direcionado ao Rio Grande do Sul é insuficiente diante do alto volume de endividamento no campo.
Segundo a Farsul, além da limitação de recursos, a burocracia e as regras rígidas de enquadramento dificultam o acesso dos produtores às linhas de crédito. Muitos acabam enfrentando lentidão nos processos ou ficam de fora dos programas de renegociação.
A entidade defende a ampliação dos valores destinados ao Estado e a simplificação das normas de acesso, para que mais produtores possam se beneficiar e evitar medidas extremas, como recuperação judicial ou perda de propriedades.
O alerta reforça a preocupação com o crescente endividamento da agropecuária gaúcha, que tem sido impactada por perdas climáticas e altos custos de produção nos últimos anos.



