A Reforma Tributária tem provocado uma movimentação significativa entre pequenos e médios empreendedores rurais. Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que o número de empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional subiu de 395 mil no primeiro semestre de 2024 para 423 mil no mesmo período de 2025, um avanço de 7,1%.
O crescimento é atribuído principalmente à exigência de maior formalização trazida pelo novo sistema tributário. Especialistas apontam que produtores rurais têm buscado abrir empresas para emitir nota fiscal, acessar mercados mais competitivos e atender às novas regras que impactam a comercialização de insumos e produtos.
Outro destaque do levantamento é o perfil dessas empresas: quase metade dos CNPJs ligados ao agro foi aberta nos últimos dois anos, sinalizando renovação e profissionalização crescente no setor. Para analistas, esse movimento tende a gerar efeitos positivos para a economia rural, como mais acesso a crédito, segurança jurídica e ampliação de negócios.
A expectativa é de que a formalização continue avançando ao longo de 2026, consolidando uma nova estrutura empresarial dentro do agronegócio brasileiro.



