A desvalorização do arroz ao longo de 2025 resultou em uma queda expressiva na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Rio Grande do Sul. Estimativas do setor indicam retração de 27% na arrecadação do tributo vinculada ao grão, reflexo direto dos preços mais baixos praticados no mercado.
Mesmo com uma safra volumosa, a redução do valor comercial do arroz diminuiu a base de cálculo do imposto, impactando negativamente a receita estadual e, consequentemente, os repasses aos municípios que têm a cultura como uma das principais atividades econômicas. A perda de arrecadação acende um alerta para as finanças públicas em regiões fortemente dependentes do setor orizícola.
Além do efeito fiscal, a queda nos preços compromete a rentabilidade dos produtores, que enfrentam margens cada vez mais estreitas diante do aumento dos custos de produção. O cenário preocupa lideranças do setor, que defendem medidas para garantir maior equilíbrio de mercado e sustentabilidade econômica à cadeia do arroz.
A perspectiva para os próximos meses segue condicionada ao comportamento dos preços e à demanda, fatores considerados decisivos tanto para a recuperação da renda no campo quanto para a recomposição das receitas tributárias ligadas ao agronegócio.



