Os contratos futuros de milho fecharam em alta na B3 nesta segunda-feira (26), impulsionados pela valorização do dólar e pela ausência de negociações na Bolsa de Chicago, que esteve fechada. Apesar da recuperação no mercado futuro, o cenário interno permanece sob pressão devido ao aumento da oferta no mercado físico (spot).
Segundo dados da TF Agroeconômica, a colheita da segunda safra já começou de forma pontual no Paraná e em algumas regiões do Mato Grosso, enquanto a safra de verão se aproxima do fim. Esse avanço na colheita tem elevado o volume disponível no mercado, pressionando os preços. Compradores, por sua vez, seguem cautelosos, aguardando possíveis novas quedas, diante das expectativas de uma safra robusta.
No cenário externo, os preços do milho reagiram positivamente. Fatores climáticos como o excesso de chuvas na Argentina, tempestades nos Estados Unidos e previsões de geadas no Centro-Sul do Brasil na próxima semana, colaboraram para esse movimento de alta. Ainda assim, a valorização internacional não foi suficiente para reverter a tendência de pressão no mercado interno brasileiro.
Outro ponto de atenção do setor é a recente confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil, o que acende alerta sobre possíveis impactos na demanda interna, especialmente no segmento de proteína animal.
Apesar das pressões, os contratos futuros encerraram o dia em alta. O vencimento julho/25 foi negociado a R$ 63,60, com valorização de R$ 0,41 no dia e R$ 1,53 na semana. Já o contrato setembro/25 fechou em R$ 68,57, subindo R$ 0,84 no dia e acumulando alta de R$ 1,57 na semana. O contrato novembro/25 terminou a sessão cotado a R$ 64,91, com avanço de R$ 0,57 no dia e R$ 1,74 na semana.
TF Agroeconômica



