Estiagem e altas temperaturas ameaçam produtividade do milho no Rio Grande do Sul

O estresse hídrico atinge lavouras em fases críticas de desenvolvimento, elevando o risco de perdas na safra de verão e preocupando produtores gaúchos.

A combinação de chuvas escassas e temperaturas elevadas está comprometendo o potencial produtivo das lavouras de milho em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Segundo o acompanhamento semanal da Emater/RS-Ascar e relatos de produtores locais, o estresse térmico e hídrico ocorre em um momento determinante para a cultura: as fases de florescimento e enchimento de grãos, onde a demanda por água é máxima.

O cenário é de alerta, especialmente nas regiões Noroeste e Celeiro, onde o desenvolvimento das plantas apresenta irregularidades. Folhas enroladas e secamento precoce da base do colmo são sinais visíveis do impacto climático, que pode resultar em espigas menores e grãos com peso reduzido.

Impacto direto no custo de produção

Além da perda física de produtividade, a situação agrava a rentabilidade do produtor. Com o milho sendo um insumo essencial para as cadeias de proteína animal (frango, suínos e leite), uma quebra significativa na safra gaúcha pode pressionar os custos de produção em todo o estado, gerando um efeito cascata no setor agroindustrial.

Técnicos recomendam que o produtor mantenha o monitoramento constante e avalie, caso a caso, a viabilidade de converter áreas de grãos para silagem, visando aproveitar a massa verde antes de uma perda total de qualidade nutricional.


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