O mercado internacional de trigo abriu esta terça-feira (27) em queda. Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros para julho foram cotados a US$ 532,75, uma baixa de 9,75 pontos. Já o contrato com vencimento em dezembro recuou para US$ 572,25, com queda de 8,50 pontos.
No mercado doméstico, dados do Cepea mostram que, no Rio Grande do Sul, o preço caiu 1,11%, fechando a R$ 1.362,60. A pressão sobre os preços é reflexo do avanço da colheita de trigo de inverno nos Estados Unidos, que começa a injetar novos volumes no mercado global. Além disso, a valorização do dólar frente ao euro contribui para o movimento de retração nas cotações internacionais.
No cenário nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o plantio de trigo no país alcançou 30,6% da área projetada. O ritmo supera tanto os 25,2% registrados no levantamento anterior quanto a média histórica de 30,1%, indicando estabilidade nas atividades, mesmo diante dos desafios climáticos recentes.
Enquanto isso, a soja registra leve valorização nas negociações desta manhã, impulsionada pela alta no mercado de óleo de soja. Na CBOT, o contrato para julho subiu para US$ 1.062,75, ganho de 2,50 pontos. O contrato de maio avançou para US$ 1.079,75, com elevação de 0,25 ponto. No mercado interno, a saca no Paraná é comercializada a R$ 128,68, praticamente estável, com variação de -0,01%.
As chuvas excessivas na Argentina continuam gerando apreensão, com risco de impactos tanto na quantidade quanto na qualidade da safra, podendo dificultar a conclusão da colheita. Por outro lado, o avanço consistente do plantio nos Estados Unidos limita uma alta mais expressiva nas cotações.



