Prejuízo dos Correios dispara no 1º trimestre e chega a R$ 1,7 bilhão

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 1,72 bilhão no primeiro trimestre deste ano, mais que o dobro das perdas no mesmo período de 2024, quando o déficit foi de R$ 801 milhões. O resultado é o pior para o período desde 2017, intensificando a crise financeira da estatal e acendendo um sinal de alerta dentro do governo federal.

Apesar de o balanço não detalhar os fatores exatos que levaram a esse rombo, os dados indicam uma combinação de queda na receita, aumento da concorrência no setor de entregas e dificuldades operacionais. A situação é agravada por relatos de falta de insumos, atrasos nos pagamentos a fornecedores e comprometimento nos serviços prestados, segundo fontes internas.

O cenário crítico dos Correios reflete uma tendência que se arrasta nos últimos anos. Desde 2022, a estatal acumula sucessivos déficits, enfrentando a crescente competição de empresas privadas do setor logístico, que ganharam espaço com o avanço do comércio eletrônico.

Dados do Banco Central revelam que, no acumulado entre janeiro e abril, as estatais federais somaram um prejuízo histórico de R$ 2,73 bilhões, sendo os Correios responsáveis pela maior fatia desse valor.

O futuro da estatal volta a ser pauta sensível dentro do governo, que precisa equilibrar os desafios econômicos, a manutenção dos serviços essenciais e as demandas políticas.

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