Durante missão oficial a Portugal, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reforçou nesta semana a decisão governamental de eliminar a tarifa de importação de azeite de oliva, que antes era de 9,2%. Segundo ele, a medida estimula uma relação comercial bilateral mais justa — “vão vender, mas também estejam dispostos a comprar” — e abre caminho para fortalecer as trocas entre os dois países
A agenda de Fávaro incluiu visitas à Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches e ao Lagar do Vale, empresa especializada na produção de azeite. Durante os encontros, foram trocadas experiências técnicas sobre controle de qualidade e métodos de produção, com foco em aumentar a competitividade da olivicultura brasileira
Fávaro explicou que a isenção da tarifa para azeite — parte de um pacote mais amplo que beneficia também produtos como café, carne de frango, milho e açúcar — visa consolidar o Brasil como parceiro comercial dos países europeus. “Hoje, Portugal pode exportar azeite para o Brasil com tarifa zero”, enfatizou
O ministro destacou que o presidente Lula deu instruções para ampliar mercados para o agronegócio nacional, tornando essa cooperação uma prioridade diplomática e econômica. O secretário de Agricultura de Portugal, João Moura, enxerga grande potencial na parceria, afirmando que “há muitas possibilidades de negócios entre Brasil e Portugal” Para Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, o intercâmbio técnico com cooperativas portuguesas representa um avanço importante para a olivicultura brasileira, que precisa absorver conhecimento para ampliar sua produção
O Brasil, hoje segundo maior importador mundial de azeite — com consumo anual estimado em 100 milhões de litros, sendo 60% proveniente de Portugal —, reforça assim sua estratégia de integração comercial e troca de tecnologia



