Os contratos futuros de milho iniciaram a semana em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo fatores climáticos favoráveis nos Estados Unidos e realização de lucros por parte dos investidores. O movimento influenciou também os preços na B3, onde os contratos encerraram esta segunda-feira (9) em queda, segundo análise da TF Agroeconômica.
Na B3, o contrato com vencimento em julho de 2025 fechou o dia cotado a R$ 64,11, com recuo diário de R$ 0,49, embora ainda acumule alta semanal de R$ 1,38. Já o contrato para setembro de 2025 caiu R$ 0,74, encerrando a R$ 68,16, com ganho acumulado de R$ 0,63 na semana.
A pressão sobre o mercado interno é resultado da combinação entre fatores externos — como a queda das cotações internacionais e o recuo do dólar, que já acumula perda de 2,73% em junho — e internos, como o avanço da colheita da segunda safra brasileira e dificuldades logísticas de armazenagem. A Conab estima uma produção de 99,8 milhões de toneladas, 11% superior à da safra anterior, o que intensifica a oferta no mercado doméstico.
Segundo o Cepea, os preços do milho no Brasil estão em queda contínua desde meados de abril. A retração dos compradores frente à oferta elevada e a menor competitividade nas exportações têm pressionado ainda mais as cotações. Em maio, o país embarcou apenas 39,92 mil toneladas do grão, volume significativamente inferior às 413 mil toneladas exportadas no mesmo mês do ano passado, conforme dados da Secex.
No mercado internacional, os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago também encerraram o dia em baixa. O milho para julho recuou 2,03%, ou 9,00 cents por bushel, fechando a US$ 4,3350. O contrato para setembro caiu 2,54% (11,00 cents), cotado a US$ 4,2225. Apesar dos embarques semanais terem superado as expectativas, o mercado segue pressionado pela proximidade da conclusão do plantio nos Estados Unidos e pelas boas condições climáticas, que podem favorecer uma safra robusta.
A perspectiva de uma produção elevada na América do Sul, aliada à valorização da oferta global, reforça o cenário de pressão sobre os preços no curto prazo.



