Os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentaram queda nesta segunda-feira (09), influenciados pela falta de avanços nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. O contrato de julho, referência para a safra brasileira, fechou em US$ 1.056,00 por bushel, recuando 0,12% (US$ 1,25). O contrato de agosto também registrou queda de 0,29%, cotado a US$ 1.047,75 por bushel.
Além da estagnação nas negociações comerciais, outro fator que pressionou os preços foi o volume recorde de importações chinesas de soja em maio, totalizando 13,92 milhões de toneladas, com a maior parte proveniente da América Latina. Esse aumento nas compras reflete a preferência chinesa por fornecimento sul-americano, especialmente do Brasil, em detrimento da soja americana.
Os derivados da soja também apresentaram queda: o farelo de soja para julho recuou 0,07%, cotado a US$ 295,50 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja caiu 0,25%, fechando a US$ 47,38 por libra-peso.
O cenário atual sugere que, sem avanços significativos nas negociações comerciais ou mudanças na dinâmica de oferta e demanda, os preços da soja podem continuar pressionados no curto prazo.



